sexta-feira, 25 de julho de 2008

A ilha - Uma fábula sobre o autoconhecimento



A ilha
Ricardo Kelmer 1997 - www.ricardokelmer.net

Era uma ilha que vivia no meio do oceano. Levava uma vida tranquila, sem grandes questionamentos. Conhecia outras ilhas e com elas se comunicava. Um dia, porém, uma idéia inquietou a ilha: se toda vez que a maré baixava, uma porção de terra se descobria, então até que ponto haveria terra? Até que ponto a ilha existia?

Isso lhe tirou o sono por várias noites. De repente seu conceito sobre si mesma começou a mudar. Sempre se considerara uma porção de terra boiando à superfície da água, isso era ponto pacífico, todas as outras ilhas também pensavam assim. Mas agora já não podia acreditar nisso. Uma ilha não terminava logo abaixo da linha das ondas. Não. Continuava para baixo. Talvez uma ilha na verdade fosse uma... montanha. Uma montanha com o pico fora dágua. Saber que ela “continuava” além daquilo que sempre julgou ser era algo espantoso de se pensar. Assim, dia após dia, a ilha prosseguiu em seus esforços de auto-investigação - precisava saber até onde existia. Mas à medida que sua atenção mergulhava em si mesma, as águas ficavam mais escuras. Era preciso cada vez mais concentração para não se perder. Ela prosseguiu, mais atenta, e descobriu que aquilo que existia abaixo da superfície continuava sendo ela mesma, sim, mas parecia ter algo como uma vida própria.

Cada vez mais surpresa a ilha constatou que aquela parte mais profunda de si mesma levava uma existência semi-independente, porém interagindo sempre com a superfície: influenciando e sendo influenciada por ela. A ilha então soube a razão porque se comportava dessa ou daquela maneira e muitas coisas ficaram mais claras a respeito de si mesma, de seus relacionamentos com outras ilhas e da vida de modo geral. E a cada descoberta que fazia, outras mais se anunciavam e de repente era como se o Universo se expandisse para dentro dela mesma!

Muito tempo se passou até que se convencesse, verdadeiramente, de que era mesmo uma montanha com o pico emerso. Ela estava presa a uma base e essa base era uma enorme extensão de terra que funcionava como chão. Vinham de lá todas as ilhas. E para lá voltariam todas quando os movimentos da terra, dos ventos e das águas as forçassem a isso. Mas a grande maioria das ilhas não sabia que todas elas continuavam para baixo. Por isso não entendiam as reais motivações de muito do que faziam. A parte acima da superfície era tudo que sabiam sobre si mesmas e isso era pouco. A parte submersa, a montanha, era a parte inconsciente de cada ilha, aquilo que desconheciam de si mesmas. E o fundo do mar era o inconsciente maior, único, de todas elas, o lugar de onde vinham.

Ao entender esse fato a ilha lembrou do tempo em que sua consciência de si própria se limitava àquela minúscula porção de terra à superfície. Todas as ilhas vêm do mesmo lugar - ela repetiu, intrigada com suas descobertas - porque são feitas da mesma terra... A areia e os nutrientes que as raízes de suas plantas colhem, vem tudo do mesmo chão... Todas as ilhas que existem são no fundo uma coisa só que se experimenta em várias extensões de si própria e cada extensão possui consciência de si mas esta consciência é limitada pois quase nunca desce em direção ao fundo, acomodando-se na parte mais superficial... Se cada ilha se aprofundasse em sua noção de si própria, acabaria conhecendo melhor a si mesma e, por virem todas do mesmo lugar, conheceria melhor a todas as outras ilhas.

A ilha viu que eram idéias grandes demais, confundiam a mente. Aquela auto-investigação era importante mas requeria muita atenção para não se perder durante o processo. Só assim poderia transitar com êxito entre as duas camadas de realidade, a que ficava à superfície e aquela mais escura e misteriosa que prosseguia rumo a seu próprio interior.

Enquanto tudo isso acontecia as outras ilhas observavam seu comportamento e não entendiam bem o que ela tentava lhes dizer. A ilha sentiu-se só. Viu-se então pensando do ponto de vista da terra: se elas não se conhecem e elas todas são parte de mim, então eu ainda não me conheço tão bem... Assim sendo, como poderia condená-las? Não, não poderia. Deveria entender e aceitar o ritmo natural da vida de cada uma das ilhas. Deveria agir com a mãe sábia e bondosa que incentiva todos os seus filhos mas tem de respeitar o caminho individual de cada um deles...

Foi então que, subitamente, a ilha percebeu, num intenso clarão de compreensão, que toda aquela vasta extensão de terra lá embaixo funcionava como um útero a expulsar pedaços de si mesma, forçando-os à superfície. Uma vez lá, eles se entendiam ilhas e começavam então sua aventura individual em busca de saber quem de fato eram, de onde vieram e por que existiam. Mas por que a terra fazia isso? Talvez para ela própria aprender com a experiência individual de cada ilha. Ao morrer, uma ilha levava à terra sua própria experiência que serviria para formar as futuras ilhas. Assim, toda ilha continha em si, sem se dar conta, a mesmíssima areia das que a antecederam. Através da vida de cada uma das ilhas, a terra como um todo estava sempre aprendendo cada vez mais sobre si mesma...

Se isso era verdade, então cada ilha possuía uma enorme responsabilidade: conhecer-se a fundo, viver a vida da melhor forma possível e aprender o máximo que pudesse pois tudo o que vivesse formaria o material do qual seriam feitas as ilhas que a sucederiam.

A vida é mesmo uma tremenda aventura! - pensou a ilha enquanto se divertia com os olhares estranhos que as outras lhe lançavam. Uma aventura de cada ilha. Mas também da terra inteira.

Ricardo Kelmer é escritor, letrista e roteirista e mora em São Paulo, Terra, 3a. Pedra do Sol

quinta-feira, 24 de julho de 2008

ME PERCO NA LEITURA


O PODER DO MITO
http://www.magnifica.com.br/ebook/o_poder_do_mito.pdf

Tendências do comportamento gerencial da mulher empreendedora
http://www.abrad.org.br/enanpad/1999/dwn/enanpad1999-org-09.pdf



quarta-feira, 23 de julho de 2008

DIÁLOGOS IMPERTINENTES – PUC SÃO PAULO


quarta-feira, 18 de junho de 2008

O MUNDO DE SOFIA



O Mundo de Sofia

Uma Aventura na Filosofia
De Jostein Gaarder, por Marino, Ricardo, Rafael e Thiago

O Mundo de Sofia, editado pela primeira vez em 1991, é um dos livros que continua a encantar todo o tipo de leitores. Mesmo depois de todo o êxito inicial e de se ter tornado quase de imediato um best-seller, continua a ser lido, hoje em dia, por milhares de pessoas, em particular por jovens. O autor, Jostein Gaarder, professor de filosofia do secundário, conseguiu de uma forma original desenvolver uma aventura cheia de reflexões e perguntas através da história da filosofia desde o princípio dos tempos.
O objectivo principal deste livro não é, segundo o nosso ponto de vista, relatar ao leitor a evolução da filosofia ao longo do tempo, mas sim fazer com que este não seja tão indiferente àquilo que o rodeia. Isto é conseguido através das respostas dos grandes filósofos às questões que sempre afligiram o mundo.
"A capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos (...) E agora tens que te decidir, Sofia: és uma criança que ainda não se habituou ao mundo? Ou és uma filósofa que pode jurar que isso nunca lhe acontecerá?... Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Quero que vivas a tua vida de forma consciente."
"Quem és tu?", "De onde vem o mundo?", "Haverá uma vontade e um sentido por detrás daquilo que acontece?", estas são algumas das perguntas colocadas a Sofia durante aquilo que irá ser um verdadeiro "curso de filosofia". Este curso foi oferecido a Sofia por uma pessoa que ela não conhecia mas que acabou por se tornar rapidamente num grande amigo. Através dele, Sofia viaja até 600 a.c., onde encontra os primeiros filósofos, e a partir daí segue o rumo da história dos homens e o evoluir da mentalidade e do pensar filosófico. É por meio do seu professor de filosofia que Sofia conhece Sócrates, Aristóteles, Descartes, Spinoza, Kant, Hegel, Marx, Freud, entre muitos outros.
Mas a história de Sofia e Alberto (o seu professor) não fica por aqui. Ao mesmo tempo que se vai desenvolvendo o seu curso de filosofia, as duas personagens vão-se apercebendo da existência de outra realidade para além daquela em que vivem.
É uma história composta de muitas outras, que nos faz pensar se não seremos também nós apenas personagens duma história que um dia alguém escreveu. É nesta perspectiva que o autor faz aparecer na mesma realidade que Sofia personagens como o Capuchinho Vermelho, Aladino ou o João Ratão, todas elas criadas um dia por alguém que lhes era superior e que lhes restringia a existência a uma simples história infantil. Depois de criadas, todas elas são obrigadas a viver num plano de existência paralelo. O mesmo aconteceu a Sofia e Alberto, que no fundo não passam de duas personagens duma aventura na filosofia.

Sofia era uma menina de quase quinze anos que morava com sua mãe pois o trabalho de seu pai o deixava ausente boa parte do tempo.
Certo dia, quando vinha da escola, encontrou dois pequenos envelopes brancos, não simultaneamente. Em cada um havia uma indagação e elas levaram Sofia a refletir sobre a vida e a origem do mundo. Também recebeu um cartão-postal que deveria ser entregue a uma pessoa que ela nem conhecia e cujo nome era Hilde.
Sofia recorreu a um esconderijo no jardim de sua casa para pensar e refletir sobre as perguntas. Para ela, ele representava um mundo à parte, um paraíso particular, como o jardim do Éden mencionado na Bíblia.
http://www.ime.usp.br/~cesar/projects/lowtech/mundodesofia/

terça-feira, 17 de junho de 2008

FAMÍLIAS E NATUREZA - Carlos Edinei de Oliveira





FAMÍLIAS E NATUREZA
As relações entre famílias e ambiente na construção da colonização de Tangará da Serra – MT

Famílias e natureza é um convite para compreendermos como as famílias migrantes recuperam o ambiente do atual município de Tangará da Serra, espaço original do povo indígena Paresí que também contou com a presença de expedicionários, pioneiros e muitos migrantes de vários estados do Brasil. Todos que subiram a Serra do Tapirapuã contribuíram para a contrução da hiastória que esta obra nos faz conhecer.



Dissertação apresentada ao Curso de Pós-
Graduação em História:

http://www1.capes.gov.br/teses/pt/2002_mest_carlos_ednei_de_oliveira.PDF




LIVRO:
FAMÍLIAS E NATUREZA
As relações entre famílias e ambiente na construção da colonização de Tangará da Serra – MT
Oliveira, Carlos Ednei de. Famílias e natureza: as relações entre famílias e ambiente na colonização de Tangará da Serra – MT/ Carlos Ednei de Oliveira. Tangará da Serra: Gráfica e Editora Sanches Ltda.2004.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

EDUCAÇÃO ONLINE




EDUCAÇÃO ONLINE

ATIVIDADES ONLINE DE INGLÊS:
http://www.agendaweb.org/

EDUCAÇÃO MUSICAL:
http://www.edumusical.org.br/

ATIVIDADES ENSINO INFANTIL E FUNDAMENTAL:
http://www.eaprender.com.br/84

PROGRAMA EDUCAR:
http://educar.sc.usp.br/

COMO TUDO FUNCIONA:
http://hsw.uol.com.br/

JOGOS EDUCACIONAIS – CHILDSPLAY:
http://childsplay.sourceforge.net/

LABORATÓRIO VIRTUAL DE MATEMÁTICA
http://www.projetos.unijui.edu.br/matematica/

CURSO EAD – INTERNET PEDAGÓGICA
http://www.sociesc.org.br/portalead/

PORTAL EUDCACIONAL:
http://projetoeducacao.com.br/

VÍDEOS SOBRE CIÊNCIAS
http://www.scivee.tv/

NAVEGANDO NA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/
REVISTA EDUCAÇÃO

PROFESSORADO EM AÇÃO: EM BUSCA DA BONITEZA DE UM SONHO

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PARA PROFESSORES DIAMANTE



OFICINA DE EDUCAÇÃO


SITES E DICAS INTERESSANTES PARA PROFESSORES:

http://of2edu.blogspot.com/
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