domingo, 17 de agosto de 2008

AS MUDANÇAS PERTO DE NÓS



As mudanças perto de nós

José Manuel Moran

Professor de Comunicação, Educação e Tecnologias *

Mudam as pessoas, os bairros, as relações homem-mulher, as famílias, as formas de trabalho, as empresas, as tecnologias de comunicação e as formas de divertir-se e estudar. Tudo está girando numa velocidade vertiginosa na cidade grande. O trânsito não pára. As pessoas se agitam num incessante vai-e-vem. Parecem sempre atrasadas e muito ocupadas, ao menos consigo mesmas. Em casa, dezenas de canais de televisão disputam nossa atenção dia e noite. Andamos com freqüência preocupados, cansados. Não sobra tempo para nada. E o ritmo vai acelerando-se.

Há mudanças drásticas no mundo do trabalho. As empresas estão substituindo todas as tarefas de rotina, previsíveis, por soluções tecnológicas, programas ou equipamentos. Procuram pessoas mais preparadas e criativas, que saibam resolver problemas, que trabalhem bem tanto individualmente como em grupo e que sejam extremamente eficientes. Mais pessoas começam a trabalhar em casa, conectadas com outros departamentos e pessoas, prestando serviços à mesma ou a mais de uma empresa, participando interativamente de projetos com gente que tanto pode estar perto como longe. Aumenta o número de empreendedores, autônomos e pequenas organizações, em todos os setores.

Participamos de mudanças profundas nas relações interpessoais. Mudam os papéis do homem, da mulher e o conceito de família: sua duração, configuração e amplitude. A mulher vem ocupando novos espaços no trabalho, no lazer, na política e nas relações afetivas. Aumenta o número de homens e mulheres que moram sozinhos.

Novos problemas são colocados, inimagináveis poucas décadas atrás: a possibilidade real de “clonar” pessoas (criar duplos de nós mesmos – assim como já o fizeram com animais), de poder escolher o sexo dos filhos e de interferir em todas as fases da vida, da gestação até a morte. Alguns hospitais utilizam na UTI um programa de computação que orienta a decisão de quando não vale mais a pena manter vivo um paciente.

A humanidade sempre aprendeu a conviver com inovações, mas atualmente a sucessão delas é alucinante e a quantidade de implicações, freqüentemente desconhecida. A sociedade está mudando em todos os países, em todas as instituições e em todos os campos. O trabalho adquire uma dimensão central também na vida das mulheres. E a maioria considera que o sucesso depende do próprio esforço, de preparar-se melhor, trabalhar bastante e competir para chegar aos melhores cargos.

A sociedade cada vez mais nos pressiona para estarmos permanentemente atualizados. Não podemos parar de estudar, de informar-nos. Isso implica ficarmos abertos às mudanças que se fizerem necessárias. A sociedade urbana vem mudando rapidamente valores, concepções de vida, formas de entender, sentir e comunicar-se. Os modelos de família se modificam, as pessoas preferem buscar a sua própria realização a submeterem-se a normas tradicionais; o tamanho das famílias diminui. Muitos casais se separam, e os filhos vivem em núcleos familiares que se modificam, convivem com novos adultos e crianças em casa. Homens e mulheres trabalham cada vez mais e só conseguem dar atenção direta aos filhos em horários específicos: à noite e nos fins de semana.

A sociedade do conhecimento nos abre um vasto campo de oportunidades de mudança, mas também de problemas e dificuldades. A sociedade nos educa. Ela é um complexo espaço de expressão de contradições, tendências que vão nos mostrando diferentes e contraditórias formas de pensar, sentir e agir.

Na sociedade atual, os meios de comunicação favorecem algumas profissões ou grupos: esportistas privilegiados, modelos, artistas de TV e cinema. Focam mais pessoas jovens, bonitas e bem-sucedidas. Há um claro deslumbramento com os bem-sucedidos em decorrência do dinheiro, do poder, do empreendedorismo, da beleza. Há uma motivação econômica no destaque de modelos jovens (vender produtos), mas com conseqüências que podem ser complicadoras: é difícil manter o corpo perfeito e sempre ser reconhecido como os famosos são.

Para muitos, aparecer, ser visto, é mais importante que ser; o que conta é como os outros os vêem, não o que são de fato. A mídia não dá importância ao cidadão trabalhador, ao pai de família, ao estudante, mas valoriza o excêntrico, o extravagante, o que sai da norma ou o que tem algum poder ou glamour.

Ao contrário da televisão, do cinema e das revistas, a internet permite que muitos apareçam, se mostrem e tenham sua página ou blog, em que contam seu dia-a-dia. O número de diários virtuais em blogs comprova claramente o atual crescimento do narcisismo das pessoas, principalmente dos jovens, que exibem cada vez mais fotos, vídeos e histórias da sua intimidade e participam de rankings de popularidade (blogs mais acessados, mais populares).

Um estudo feito por psicólogos com dezesseis mil estudantes norte-americanos, em 2006, chegou à conclusão de que os jovens da faixa etária de vinte anos que passam horas em portais como Youtube, MySpace e Facebook são muito mais narcisistas do que os da geração anterior. A geração atual seria menos capaz de criar vínculos emotivos e mais inclinada a perder o controle, além de ser mais vulnerável a se sentir excluída e insultada.

Por outro lado, crianças e jovens que se conectam mais, conversam mais e aprendem mais em rede são mais inteligentes e ágeis. Mais acesso à informação e a redes de comunicação não significa, contudo, necessariamente, maior amadurecimento emocional.

Apesar dos avanços fantásticos da ciência e da tecnologia, o desenvolvimento humano é bem mais lento e desigual. Há avanços contraditórios em todos os campos: na educação familiar e nas relações afetivas e profissionais. As relações entre as pessoas, com inegáveis progressos nos costumes, continuam carregadas de problemas, de jogos, de aparências, de interesses. Pais e filhos, mesmo com tanta informação, enfrentam dificuldades sérias para o entendimento, para um relacionamento produtivo. Existem diferenças de posturas: das permissivas, cheias de compensações e culpa, até as autoritárias, dominadas por imposições e falta de compreensão.

Há avanços reais quanto ao respeito entre as pessoas, à aceitação da diversidade de opções pessoais e sexuais, inclusive entre homens e mulheres. As mulheres ocupam mais espaços em todos os campos: profissionais, educacionais e institucionais. Ao mesmo tempo, há um grande descompasso entre a quantidade de encontros, trocas, relacionamentos presenciais e virtuais e o seu significado real. Com tantas possibilidades, redes, é difícil compreender a solidão e a crescente desconfiança das pessoas. A depressão aumenta, e a aparente comunicação também.

Configura-se uma contradição profunda entre as oportunidades de lazer, de viagens e de curtir a vida e a quantidade de pessoas sozinhas, deprimidas e com problemas. Há muito agito e muita solidão; muita efervescência em festas, bares, clubes e aumento de diversas formas de dependência e de drogas. E isso não acontece só no terceiro mundo. A insatisfação profunda é universal, é do ser humano. Sente-se perdido entre seus desejos e realizações, entre as cobranças e seus sonhos, entre a rotina e as fantasias, entre o que tem e o que poderia ter, entre suas escolhas e as várias não realizadas.

Existe uma tensão permanente e insolúvel entre a realidade vivida e a imaginada e desejada; entre o cotidiano – com sua carga repetitiva, pesada, monótona – e os sonhos mais profundos. O ser humano é sempre um insatisfeito; quanto mais tem, mais deseja; quanto mais avança, mais quer. Quer ser sempre jovem e feliz em todos os campos, mas a vida lhe vai mostrando as contínuas limitações: à medida que envelhece, torna-se menos bonito e forte; o sonho do amor perfeito se desfaz em vários relacionamentos, sempre imperfeitos e com perdas. Tem mais gadgets – internet banda larga, TV de 42 polegadas, celular multifuncional. Compra mais, satisfaz-se menos. Viaja muito e sempre volta ao mesmo lugar. Agita-se sempre e a insatisfação aumenta.

As gerações atuais são as que têm mais possibilidades de realizar o que desejam ou precisam em qualquer campo: informativo, educacional, profissional, de lazer, serviços, bens, tecnologias. São, em geral, mais consumistas, perdulárias e materialistas. Há, por outro lado, setores mais responsáveis socialmente, engajados, que valorizam mais o ser do que o ter; mais a qualidade de vida do que o acúmulo de riquezas. Mas são ainda minorias.

* Trecho do livro Desafios na Comunicação Pessoal. São Paulo: Paulinas, 2007. p.10-15.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

MUDANÇAS CONTRADITÓRIAS NA COMUNICAÇÃO ATUAL



Mudanças contraditórias na comunicação atual

José Manuel Moran

Professor de Comunicação, Educação e Tecnologias*

Em decorrência das transformações drásticas em todos os campos – do pessoal ao social –, os serviços, o trabalho, o lazer e a educação se modificaram profundamente. Dessa forma, a tendência é a de uma aceleração ainda maior nos próximos anos.

Estamos caminhando rapidamente para uma sociedade muito diferente que, em parte, vislumbramos, mas ainda nos reserva várias surpresas. Será uma sociedade conectada, com possibilidades de comunicação, interação e aprendizagem inimagináveis hoje, embora com imperfeições e contradições. Ou uma sociedade de maior participação direta, que decidirá as principais questões sem tantos intermediários (com mais debates, consultas e referendos on-line).

A aprendizagem será a essência da nova sociedade: aprender a conhecer, sentir, comunicar-se e equilibrar o individual e o social. A informação estará disponível, e as formas de aprender e de organizar o ensino serão muito variadas.

As cidades se conectam, transformando-se progressivamente em cidades digitais; os serviços, o lazer e a aprendizagem se virtualizam. Pesquisar qualquer assunto em grandes portais de busca ou base de dados será banal. A maior parte das pessoas estará conectada nos próximos anos às redes digitais por celulares, computadores portáteis e TVs digitais interativas, com utilização muito divergente e contraditória, mas as possibilidades de interação serão sempre crescentes.

Os processos de comunicação implantados serão profundamente diferentes dos atuais. Estaremos permanentemente interconectados através de imagem e som e poderemos interagir quando o acharmos conveniente. Mas as tecnologias evoluem muito mais rapidamente do que a sociedade e sua cultura.

A cultura implica padrões, repetição, consolidação. A cultura comunicacional e educacional, também. As tecnologias permitem mudanças profundas já, hoje, que praticamente permanecem inexploradas pela inércia da cultura tradicional, pelo medo, pelos valores consolidados. Por isso sempre haverá um distanciamento entre as possibilidades e a realidade.

O brasileiro é um povo, em geral, acolhedor e aberto. Ao mesmo tempo, pela mentalidade dos que querem levar vantagem e da falta de punição real para os poderosos, aumenta a desconfiança de tudo e de todos, o que esgarça as relações sociais. O individualismo prevalece sobre o sentimento de solidariedade. Pesquisas mostram que o brasileiro é um dos povos mais desconfiados do mundo, que menos acredita nas saídas sociais, institucionais, embora seja generoso em momentos de crises e diante de grandes tragédias.

Os países se agrupam em blocos comerciais e políticos e, ao mesmo tempo, continuam as guerras, o terrorismo e a destruição ecológica do planeta. Aos avanços da ciência se contrapõem a ganância da indústria dos remédios, da beleza, das drogas, da venda de armas, da exploração infantil.

O ser humano avança com várias contradições, bem mais devagar que os costumes, hábitos e valores. Intelectualmente também avançamos muito mais do que na prática. Há sempre um distanciamento grande entre o desejo e a ação, entre a vontade de mudar e as decisões concretas. Nunca tivemos tantos bens para consumir, gratificar-nos, entreter-nos e aprender, nem tantas tecnologias para comunicar-nos, viajar virtualmente e informar-nos.

Ao mesmo tempo, continuamos a ser uma sociedade dividida, desigual, com uma minoria tendo acesso fácil a todos os bens, enquanto uma parte significativa da população se esforça muito para garantir um nível mínimo de sobrevivênciam, sem citar o um número elevadíssimo de marginalizados (excluídos), que mal conseguem sobreviver.

A abundância de oportunidades não é igual para todos. Os bens econômicos e culturais estão distantes de uma parcela significativa da população. Muitas pessoas ainda são dependentes de modelos de vida determinados pelos pais, pela religião e pela cultura local tradicional. Apesar de tudo, está se construindo uma outra sociedade, que, em pouco tempo, será muito diferente da que temos atualmente.

A sociedade aprenderá de múltiplas formas, em diferentes tempos e espaços, tanto os oficiais como os informais; na escola, na cidade e no mund;, com mestres e com colega;, com tecnologias simples e com tecnologias avançada;, através do contato físico ou da comunicação em rede.

Aprendemos com os grupos que nos interessam, presencial e virtualmente. Formamos comunidades de interesses que se apóiam a distância e que quebram a hegemonia dos controles e mídias tradicionais. Pierre Lévy defende que uma comunidade virtual, convenientemente organizada, representa uma importante riqueza no conhecimento distribuído e na capacidade de ação colaborativa.[1]

Existem muitas comunidades de aprendizagem, de lazer e de negócios, que abrangem todos os interesses possíveis. O espaço virtual ou ciberespaço amplia em todas as direções tudo que já conhecíamos e realizávamos, potencializado pelas possibilidades que a interação a distância em tempo real traz pela primeira vez na história. Nesse espaço, convivem vários grupos que contribuem para melhorar a sociedade em alguma área e outros que exploram todas suas mazelas e fraquezas, aumentando as tensões e contradições existentes.


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* Trecho do livro Desafios na Comunicação Pessoal. São Paulo: Paulinas, 2007. p.7-10.





quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O QUE É SER BRASILEIRO?

O que é ser brasileiro?

Written by Francisco Pontes de Miranda Ferreira

Uma leitura da obra de Darcy Ribeiro

O que significa ser brasileiro e o que é o Brasil no mundo de hoje? Somos um povo ainda na busca de um destino e uma identidade? Essas são algumas perguntas muito bem questionadas e respondidas na obra prima de Darcy Ribeiro: “O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil”, livro editado pela Companhia das Letras em 1995 em São Paulo. Trata-se da última grande obra deste importante pensador brasileiro. Um trabalho extremamente maduro e realizado com confiança e determinação. Somos um povo que teve sempre suas aspirações jamais levadas em conta em nome dos interesses da prosperidade empresarial exportadora. Um povo que teve como base uma força de trabalho afundada no atraso e na pobreza. Nossos povos tribais sofreram um enorme genocídio e os negros escravos uma das piores condições de vida já existentes. No entanto, surpreendentemente, essa massa de negros, mulatos e caboclos criou a etnia brasileira, um dos povos mais criativos do mundo. Temos ao mesmo tempo ingredientes de anarquia, bondade e indisciplina com tirania e autoritarismo. Apesar de todas as fusões de matrizes somos um dos povos mais homogêneos lingüística e culturalmente da Terra. De acordo com Darcy Ribeiro, somos uma “nova Roma. Uma Roma tardia e tropical” e nosso destino é a unificação com as nações latino-americanas.

O autor afirma que o Brasil é resultado do entrechoque do invasor português com índios silvícolas e africanos altamente massacrados e escravizados. O resultado foi a criação de um povo novo: mestiçado e sincrético. O Brasil é também, segundo Darcy, novo também pela alegria, apesar de tanto sofrimento. Mas, de velho temos o sentido de servir aos interesses econômicos externos e a reprodução da miséria, pobreza e violência. Nossa singularidade está na absorção do negro e do indígena em todos os aspectos de nosso cotidiano. Além disso, recebemos ingredientes do árabe, japonês, alemão, italianos e muitos outros. Darcy divide o Brasil em macro-regiões sócio-culturais importantes: sertanejos (predominantes no Nordeste), caboclos (predominantes na Amazônia), crioulos (predominantes no litoral), caipiras (predominantes no Sudeste e Centro-Oeste), gaúchos (predominantes no Sul) e os imigrantes europeus e japoneses que predominam no Sul e em São Paulo. O livro trabalha detalhadamente as características de cada tipo e suas formas de integração. O autor ressalta alguns elementos importantes em nossa formação como os diversos processos violentos e de repressão presentes na história do Brasil. Destaca, entretanto, que tanto os índios como os negros sempre lutaram e resistiram contra o domínio e foram fortemente reprimidos.
Leia mais...: http://www.jornalpoiesis.com/mambo/index.php?option=com_content&task=view&id=216&Itemid=45

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

EQUILIBRANDO ADAPTAÇÃO E MUDANÇA



Equilibrando adaptação e mudança


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José Manuel Moran

Texto complementar do livro Aprendendo a viver.

3ª ed. São Paulo. Paulinas, 2002.


Vivemos efetuando contínuas e diferentes escolhas:

Umas nos levam a adaptar-nos melhor ao ambiente, às pessoas, aos grupos, às organizações

Outras nos impulsionam a mudar, a inovar, a experimentar caminhos diferentes.

Saber adaptar-nos ocupa a maior parte do nosso tempo e é fundamental

Para conviver melhor

Ser bem aceitos, queridos

Sentir segurança pessoal, afetiva e profissional.

Saber mudar é também extremamente importante

Para fazer escolhas melhores

Para realizar-nos mais pessoal, afetiva e profissionalmente

Para encontrar nossa identidade, nosso lugar, nosso espaço diferenciado.

Há etapas em que predomina a adaptação - quando chegamos a um novo ambiente, a uma cidade, quando começamos um novo trabalho, queremos manter um relacionamento afetivo

E há outras etapas que favorecem a mudança – diante de crises, de fracassos, de insatisfações profundas, de acenos de novas oportunidades.

Equilibrar adaptação e mudança é fundamental.

A adaptação nos integra a ambientes, grupos, pessoas (buscamos padrões, modelos socialmente valorizados)

A mudança nos impulsa para novas etapas de conhecimento e realização (buscamos o novo, o diferencial)

Muitas pessoas são especialistas em adaptação - sempre estão fazendo média, agradando os demais, equilibrando-se nas dificuldades. Sabem adaptar-se, sobreviver em diferentes ambientes e situações. Realmente sobrevivem, mas crescem pouco. Como escrevem Millôr Fernandes: "quem só se adapta, vira plágio". Por outro lado, quem muda se torna original.

Há momentos em que temos que romper, ir para outro lugar, mudar de idéias, de profissão, de ambiente, de parceiro e assumir novos riscos, novos desafios.

Nesse equilíbrio entre integração e mudança é que vamos evoluindo, aprendendo. Cada um faz seu próprio percurso, segue sua receita.

É importante ver se estamos acomodados demais, se só nos adaptamos e esquecemos das mudanças possíveis, mesmo que sejam aparentemente diminutas.

De pequenas em pequenas mudanças, podemos chegar a enfrentar e superar novos desafios, pessoais, grupais e organizacionais.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

GUIA GEOGRÁFICO - BRASIL


GUIA GEOGRÁFICO – BRASIL

Com toda a sua riqueza cultural e natural, o Brasil dispensa adjetivos. É o nosso País. Muita praia. Muito verde. Muita música e criatividade. O Brasil é, também, uma nação com muitos problemas sociais a serem resolvidos.

Conheça a História e a Geografia do nosso País.

Faça uma passeio pelo Brasil acessando: http://www.brasil-turismo.com/


sábado, 9 de agosto de 2008

SER PAI

Ser Pai
Oswaldo dos Santos Araujo
Ser pai é mais do que parece...

Esta é quase que uma estréia escrevendo artigos, mas como amanhã é dia dos pais, vou começar por aqui. Tenho certeza que meus filhos vão se lembrar disso com carinho quando eles também tiverem seus filhos. E também pelo motivo da importância que o tema ganha nos dias de hoje.

Ser pai é mais do que gerar um filho, mais do que transmitir seus genes para a posteridade, antes é uma missão, a missão de ensinar seus filhos a serem melhores, e melhores que nós mesmos. Fazer um mundo melhor, mais humano, mais justo. Cada atitude é mais do que um simples falar, é uma lição de vida, de carinho e de amor.

Ser pai começa antes de gerarmos um filho, é uma vocação que nasce conosco, nas atitudes da vida inteira construimos ser pai, e o pai pode ser até quem não é pai, propriamente dito. Tem pai que é pai por criar os filhos dos outros ou cuidar de uma comunidade como um verdadeiro pai. Quem tem a vocação de pai, pode ser padre, pode não ser pai natural, mas ele será pai, alguns vão adotar filhos, outros vão orientar outros e quem não o fizer, vai negar a si mesmo. Quem tiver esta vocação e deixa-la crescer dentro de si, vai ser pai de uma maneira ou de outra.

Ser pai é um compromisso, que nasce na promessa do casamento, na promessa de educar um filho na fé. Como é bonito ver quem se deu o direito e assumiu o dever de ser pai. Compromisso que nunca mais o vai deixar, nem de dia e nem de noite, dele depende a vida de outro, um ser tão indefeso e dependente que ninguém mais pode fazer mais por ele.

Ser pai é dar muito valor à mãe dos seus filhos, não poderíamos ser pais sem as mães, a mãe é tão importante que Deus quando trouxe o seu próprio Filho, pediu a ajuda de uma mulher para poder gera-lo. É lembrar de suas dores e seu esforço durante nove meses e importante lembrar seu amor pelos filhos, seu cuidado constante sobre os filhos, que não descansa dia e noite

Ser pai é ser um exemplo, dar limites claros aos filhos, ser em tudo, mais em atitudes e gestos do que em palavras. Saber que se dizemos não para um filho é para educa-lo, para torna-lo melhor, é dizer um não com amor e quando dizemos sim mostramos o caminho a seguir. Um sim pode custar mais para nós em esforço e em sacrifício que um não.

Ser pai é ser a favor da vida, ter coragem e esperança acima do pessimismo, da cultura que nos empurra para nossas carreiras profissionais, para sermos egoístas e considerarmos filhos com um estorvo, e é ainda sobretudo deixar a vida brotar em nós. É ser absolutamente contra o aborto, que nada mais é do que o assassinato de inocentes, apesar de tanta gente que se intitula religioso, mas é contra a vida. É deixar o egoísmo e continuarmos a criação de Deus sem querermos controla-las por meio da ciência, que tem muitos e muitos métodos anticoncepcionais artificiais, alguns abortivos e que ainda promovem a falsa visão de que são infalíveis e completamente seguros e alguns que ainda prometem evitar doenças. A consequência é a morte e invalidez de mulheres pelo uso de anticoncepcionais que as vezes causam AVC's, a ainda a disseminação das DST's como a AIDS.

Ser pai é estar presente, ser presente, custe o que custar: dinheiro, esforço, tempo. Não interessa como, precisamos participar da vida dos filhos, sem isto é impossível ser pai. Estar lá quando necessário é o mais importante para os filhos, é assim que eles sabem que nós os amamos. É não deixar que nada neste mundo possa nos separar.Ser pai é melhor na família. Ser pai é melhor sendo fiel. Ser pai é melhor quando tem pai, mãe e família, harmonia, união e amor.

Ser pai é melhor com amor antes, durante e depois. Ser pai é uma graça de Deus, um presente de Deus, não tem nada igual, é a maior aventura da minha vida, o maior empreendimento, a maior responsabilidade e a maior alegria. É o que desejo aos meus melhores amigos.Aos nossos pais que nos permitiram colher onde não semeamos, nosso agradecimento, lembrança e amor. Ao meu pai, meus avôs, meu sogro meu especial obrigado, seus exemplos e histórias nos ajudaram a ser o que somos. E a eles meu maior presente seja que espelhando-me em suas histórias, experiências, acertos e equívocos, mantenho o compromisso que no fundo todo mundo quer, ser ainda melhor que eles, por incrível que pareça.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A VIDA COMO CONSTRUÇÃO


A vida como construção


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José Manuel Moran

Texto complementar ao meu livro Aprendendo a viver. 3ª ed. São Paulo:Paulinas, 2002


Construímos a vida sobre fundamentos autênticos ou falsos.

As construções em falso são como andaimes ou contrapesos que colocamos para segurar uma parte do prédio que ameaça vir abaixo, ruir.

Procuramos esconder – até de nós mesmos - o lado negativo, o que anos incomoda, o que não gostamos.

Quanto mais muros de contenção, duplas paredes, contrafortes criamos, quanto mais estruturas paralelas levantamos, menos evoluímos a longo prazo, menos nos realizamos.

As pessoas podem criar obras incríveis, maravilhosas em qualquer setor e, mesmo assim, girar em falso, estarem construindo superestruturas paralelas.

Se o que nos leva a realizar coisas é a necessidade de reconhecimento, de aceitação, de ser queridos, o foco está distorcido e poderemos estar agindo a vida toda em falso.

Se eu preciso necessariamente da aprovação de alguém para sentir-me bem, na mesma medida deixo de aceitar-me, de gostar-me, de integrar-me. Eu me volto na direção do outro, o coloco como eixo e começo a girar em falso. E quanto mais insisto nesse padrão e direção, mais me afasto do meu centro, mais energia preciso gastar, mais peso e superestrutura acumular. Posso ser reconhecido como pessoa importante e não evoluir nem ser feliz.

Creio que a grande maioria das pessoas se agita muito, faz mil atividades, mas não foca o essencial. Chega quase lá, mas lhe falta a atitude de total sinceridade consigo, de permitir-se o desvendamento de tudo o que é e carrega consigo. Espera a sua realização dos outros, de ser reconhecido por eles.

Hoje dá-se muita importância às profissões de divulgação, de marketing, que propiciam ser vistos, reconhecidos como as de modelo, ator, esportista, aparecer na televisão...). Muitos procuram desesperadamente ser vistos, ser entrevistados, aparecer em colunas de revistas, jornais, na TV. Em si isso é válido, mas a atitude de dependência pode atrapalhar. Precisam de reconhecimento social como condição fundamental para sentir-se bem. São felizes se e quando aparecem, quando são solicitados, quando estão em evidência.

É bom ser chamado, mas não posso depender disso, nem sentir-me infeliz se me esquecem. Não posso focar minha vida em função do reconhecimento público. Se vier, ótimo, o aceitarei com prazer, mas não estarei ansioso pelo sucesso, pela aprovação, pelo reconhecimento social. Continuarei minha vida focando a aceitação, a mudança possível e a interação tranqüila com as pessoas e atividades que em cada etapa possuam significado e que me ajudem a crescer.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

APRENDENDO A CONSTRUIR NOSSA IDENTIDADE


Aprendendo a construir nossa identidade


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José Manuel Moran

Texto complementar ao meu livro Aprendendo a viver. 3ª ed. São Paulo:Paulinas, 2002




Cada um de nós vai construindo sua identidade

com pontos de apoio que considera fundamentais

e que definem as suas escolhas.

Cada um tem uma forma peculiar de ver o mundo,

de enfrentar situações inesperadas.

Filtramos tudo a partir de nossas lentes,

experiências, personalidade,

formas de perceber, sentir e avaliar a nós mesmos e aos outros.

Uns precisam viver em um ambiente super-organizado

e não conseguem produzir se houver desordem,

enquanto outros não dão a mínima para a bagunça ou fazem dela um hábito.

Uns precisam de muita antecedência para realizar uma tarefa,

enquanto outros só produzem sob a pressão do último momento.

Na construção da nossa identidade é importante como nos vemos,

como nos sentimos, como nos situamos em relação aos outros.

Muitos fomos educados para depender da aprovação dos demais,

fazemos as coisas pensando mais em agradar os outros

do que no que realmente desejamos.

Todos experimentamos inúmeras formas de comparação,

ficamos em segundo plano, fomos deixados de lado,

sofremos todo tipo de perdas

e isso interfere na nossa auto-imagem.

Sempre nos colocam modelos inatingíveis de beleza,

de riqueza, de sucesso, de realização afetiva.

É intensa a pressão social para que nos sintamos infelizes,

diminuídos em alguns pontos ou para que nos contentemos com pouco.

Muitos permanecem imobilizados pelo medo do julgamento alheio, pelo medo de falhar.

Vivem para fora, para serem queridos, aceitos.

E sem essa aceitação se sentem mal, se escondem fisicamente

ou através de formas de comunicar-se pouco autênticas,

desenvolvendo papéis para consumo externo.

Internamente – mesmo quando aparentemente o negamos –

temos consciência de que somos frágeis, contraditórios,

inconstantes e, em alguns campos, inferiores a outros.

A grande questão é que, intimamente,

muitos não se gostam de verdade,

não se aceitam plenamente como são,

duvidam do seu valor, tentam justificar seus problemas,

procuram formas de compensação, de aprovação.

Boa parte dos nossos descaminhos,

das nossas dificuldades, perdas e problemas

advém do medo de sermos felizes,

de acreditar no nosso potencial.

Ficamos marcando passo por sentir-nos inseguros,

por incorporar tantas injunções negativas,

acomodadoras, medíocres.

Essa construção da nossa identidade que fomos realizando tão penosamente não a podemos modificar magicamente.

Podemos, contudo, aprender a ir modificando

alguns processos de percepção, emoção e ação.

É importante reconhecer nossas qualidades,

valorizá-las, destacá-las

e buscar formas de colocá-las em prática,

escolhendo situações em que elas sejam mais testadas e necessárias.

Estar atentos ao que acontece e ir antecipando-nos,

prevendo, testando, avaliando.

Somos chamados a realizar grandes vôos.

Podemos ir muito além de onde estamos e de onde imaginamos

e de onde os outros nos percebem.

Podemos modificar nossa percepção,

aprendendo a aceitar-nos e a gostar plenamente de nós,

a aceitar-nos plenamente, intimamente como somos,

sem comparações nem desvalorizações,

quando ninguém nos vê,

quando não temos que representar para alguém

e ir adiante, no nosso ritmo, acreditando no nosso potencial.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

APRENDENDO A MUDAR




Aprendendo a mudar


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José Manuel Moran

Texto complementar do Aprendendo a viver. 3ª ed. São Paulo,Paulinas, 2002

jmmoran@usp.br

A sociedade nos padroniza, abaixa nossas expectativas, nos mediocriza, nos induz a contentar-nos com pouco, com a exterioridade, com as aparências, com a superficialidade das coisas. Na sociedade é mais importante parecer do que ser, fingir do que mostrar-se verdadeiramente.
A sociedade privilegia certos modelos de realização, de sucesso e os identifica com "glamour", poder, aparição freqüente na mídia, riqueza, status. Os modelos sociais nos mostram aspirações bem setorizadas, com objetivos bem definidos: busca da estabilidade financeira, de uma relação estável, de constituir e manter uma família, de desenvolver uma atividade econômica regular...
E não nos mostram muitas pessoas que vão além desses modelos, que acreditam em mudanças mais profundas, que expressam paz, realização e evolução constantes. Essas pessoas , não procuram aparecer, não fazem barulho nem desejam o poder.

A sociedade nos mostra a acomodação nas expectativas de realização das pessoas e isso interfere profundamente nas nossas próprias expectativas.
Por que aspirar a mais? Por que não contentar-se com a "normalidade"? - nos dizem direta e indiretamente. Faltam-nos ver, conhecer pessoas realizadas como um todo e que vivenciam mudanças na sua forma de ver, de sentir e de comunicar-se.

Mudamos pouco, porque acreditamos que não podemos ir muito além de onde chegamos até agora, porque tudo nos puxa para "a média", para a "normalidade", para a imitação dos que vivem perto de nós.
Tudo conspira contra a mudança e favorece a acomodação. Mudar mais profundamente significa ir contra a corrente, ter que justificar o por que nos esforçamos mais, por que escolhemos caminhos diferentes.
Todos temos muitas possibilidades que deixamos de lado. Acreditamos que não vale a pena ir além, que a "vida é assim mesmo", que o normal é isso, que já sabemos o suficiente para continuar agindo.


É importante aprender a quebrar as rotinas, os padrões, para buscar novas dimensões, desafios, percepções. É possível e vale a pena ir além de onde estamos, acreditar e estar abertos para tudo o que nos rodeia, de antenas ligas para com tudo o que pode ajudar-nos a crescer. Sempre podemos mudar, sempre vale a pena tentá-lo. Quantos mais passos dermos na direção da mudança, novos caminhos se abrirão e isso nos recolocará sempre novas questões e desafios, nos levará a novas pessoas, atividades, atitudes.


Somente depois de algum tempo - às vezes anos - ao olharmos para trás conseguimos perceber o quanto mudamos, como em muitos pontos já vamos sendo diferentes e que, mesmo ainda experimentando muitas dificuldades, já não vale a pena voltar atrás, já somos diferentes para sempre.


A realização profunda se dá na aceitação e na mudança. Em acreditar que sempre podemos ir além de onde estamos, de que podemos progredir, encontrar nosso eixo, a paz interior; de que somos chamados a voar e não a rastejar, a ir sempre além e não a desistir de viver...

terça-feira, 5 de agosto de 2008

VOCÊ ME FAZ COMPANHIA????

Olá!!!
Você me faz companhia??

Nós enviamos mensagens...imagens.......vídeos....., mas não paramos para conversar...para pensar.....refletir.....acho até que fugimos.......rsss

Então........ você me faz companhia??????



QUEM SOU EU? QUEM É VOCÊ?


Quem sou eu?
Bom eu andei pensando e acho que tenho que perguntar, quem eu fui, quem eu sou e quem eu serei!
Por que quando somos crianças (quando eu fui pelo menos), somos "seres" mágicos, tudo o que fazemos e imaginamos é fantástico, comer um biscoito de chocolate, tomar um sorvete, passear e brincar na escola. Vivemos temporariamente na "Terra do Nunca", somos todos Peter´s, claro que tem que ter o apoio de nossos pais, para ajudar a criar a atmosfera necessária.

Depois passamos para a adolescência, então tudo é "festa", as amizades se tornam concretas e eternas, os amores são "complexos".Sentimos diariamente o "friozinho na barriga", com coisas pequenas, viagens novas, novos paqueras, novas escolas, o vestibular, a tão sonhada ingressão na faculdade, mais amigos, mais amores.

Na vida adulta, é a fase mais difícil de se passar (na minha opinião), tudo se torna realmente concreto, no caso cinza! Chegam as contas a se pagar, os problemas que muitas vezes aumentamos para resolver, os filhos para criar, temos que dar satisfação ao marido, ao chefe, trânsito, pressa, tudo correria e stress, eu ainda não aprendi a ver com bons olhos a vida adulta e então é que eu faço a pergunta, quem sou eu? Hoje? Não sei definir, sei te dizer quem eu fui, com certeza (e fui muito muito feliz). Também posso dizer quem quero ser, mas fica muito indefinido quando não sabemos o momento que estamos vivendo. Você sabe se auto-definir? Não é extremamente difícil essa auto-analise?

Quem sabe quando eu estiver com certeza do que eu virei eu te diga. E você sabe dizer quem foi e quem é, até quem vai ser? O importante é sempre estar feliz e de bom humor, e com certeza sermos otimistas!




Quem sou eu

Eu sou quem sou,
sou como sou
sou um ser humano
como muitos são
com uma personalidade diferente e quase sempre
com razão.
Percorro caminhos longinquos
aqueles que o destino
me reserva, adorava que
fosse tudo mais fácil para
não ter grande perda.
Confesso-me também
forte por fora na minha
aparência, fraco por dentro,
mas com pacência.
Adorava poder escolher
os caminhos por onde ir,
a vida que poderei levar certa,
perfeita e sem razões para me matar.


Há dias em que acordamos e sentimos que fazemos parte do universo,noutros é totalmento o inverso, questionamos a razão da nossa existência...

a nossa mente é poderosa,tanto pode transformar algo insignificante na coisa mais bela,como pode transformar a coisa mais bela em algo insignificante...a mente assim o decide!

Quando me olho no espelho , o que é que vejo?Não sei...uma mulhar feliz...por vezes infeliz,outras vezes, confusa...e no final de contas...QUEM SOU EU?

Eu sou alguem que quer ser feliz...que quer ver aqueles que gosta felizes,eu sou aquela que sofre por não poder ser melhor...sou aquela que queria ser melhor....!E no final de contas continuo sem saber quem sou eu...eu que sou filha, irmã,mulher e mãe...!

Quem sou eu?Serei alguem de bem?Tem dias...não sou perfeita...sei que posso ser a criatura mais doce...ou então ser alguem que magoa...e que depois lamenta...mas depois já é tarde de mais...!

Sou filha...adoro os meus pais...temo tanto por eles...amo o meu irmão...é o meu caçula...amo o meu marido...com desavenças e tudo o mais ,mas amamo-nos , eu sei...e por último e mais importante...amo a minha filha...o meu rebento, o meu tesouro...e para melhor definir...a minha vida!

Por isso olhando o reflexo de mim...eu sou....isto e muito mais ...a minha família é enorme...e eu amo cada um deles de maneira diferente...!

No final de contas...eu sou alguem que nunca teve coragem de dizer cara-a-cara que amo cada um deles...eu sei que eles sabem...eu não digo...mas demonstro...mas gostaria de ter a coragem de exprimir tudo o que sinto...aliás houve alguem que me disse um dia..."porque é que nunca o dizes e só o escreves...di-lo!)

A mente diz...mas a boca não fala!



SOU EU

http://www.bethynha.com.br/sou-eu.htm


QUEM SOU EU?

http://ruben.zevallos.com.br/2007/9/13/Pagina2999.htm

QUEM SOU EU???

http://adrianomelo.com/blog/quem-sou-eu/


MEU ESPAÇO:

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