domingo, 14 de agosto de 2011

O Olhar do Educador


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conversar é uma forma de Amar - Marcia Tiburi


Conversar é uma forma de amar
Marcia Tiburi
Publicado em Vida Simples
O diálogo foi uma das questões mais importantes no surgimento da filosofia. Serviu de modelo teórico de uma ação prática. Platão, na antiguidade clássica, usou-o como estilo para mostrar que a filosofia dependia da conversação. Ele queria mostrar que ela não era uma teoria isolada das relações humanas. Que nascia da diferença do pensamento de cada um que entrava em contato com o pensamento de outro. Chegou a dizer que o pensamento era o diálogo da alma consigo mesma num sentido muito próximo do “falar com os próprios botões” que conhecemos tão bem. Pensar era uma questão de linguagem. O pensamento precisava das palavras, da gramática, da língua, do imaginário, do mito, para se expressar e, por isso, o cuidado com a escolha e o uso de todos estes elementos era tão essencial.
Da conversação é que surgem todas as nossas relações sociais: desde a família até as decisões políticas, passando pela amizade e pelo amor. É porque não sabemos que a arte da conversa é muito mais do que a mera persuasão, que convencimento ou sedução, que perdemos de vista sua função ética. Conversar serve para criar laços sinceros e reais. Com ele se funda o que chamamos sociedade cujo laço essencial é o amor, segundo Humberto Maturana, importante biólogo e filósofo chileno da atualidade.
Ninguém conversa mais
Desaprendemos de conversar por alguns motivos. Um deles é o descaso que temos com as palavras. Nem nos preocupamos em conhecê-las, não avaliamos a história da humanidade que nelas se guarda. Não imaginamos que palavras tão comuns quanto liberdade, memória, história, pensamento, prática, e tantas outras possuem uma vasta história. E não se trata apenas da etimologia, da origem dos nomes, mas da função simbólica, do que está guardado nas palavras como sentido que vai além delas e mostra o mundo humano dos afetos, sentimentos, desejos, projetos. Não apenas os poetas e escritores devem cuidar das palavras, mas todos os humanos.

Conversar é perigoso, dizem os donos do poder
A má política, aquela que se separou da ética, sempre soube o quão perigoso para si mesma era a conversação. Nos campos de concentração da Alemanha nazista era comum a separação de prisioneiros de mesma língua e o convívio de prisioneiros de nacionalidades diferentes. Podemos chamar “violência simbólica”, segundo a expressão do sociólogo do século XX Pierre Bordieau, a este gesto de impedir o contato pela palavra. Sabiam os nazistas que este era um procedimento de tortura mental e também de proteção do regime. Sabiam que a conversa sempre aproxima os seres humanos por criar afetos e, deles, pode surgir algum projeto que modifique alguma coisa que alguém desejava ver sempre igual. A conversação cria cumplicidade. Por isso, todas as instituições autoritárias proíbem a conversação.
Mas o problema maior em nossa sociedade atual é o fato de que incorporamos a proibição da conversa. Introjetamos o medo do contato. Não sabemos mais conversar, perdemos o estímulo quando caímos em depressão ou morremos de medo quando somos tímidos. A frase de Sartre “o inferno são os outros” muitas vezes pode nos socorrer diante do pavor do contato e da relação mais íntima com quem poderia vir a ser um amigo.
Quantas vezes parecemos conversar, mas isso não ocorre. Conversações estranhas, porque sem diálogo, aparecem quando numa festa, num encontro casual, ou na escola, no trabalho, ou mesmo em casa, contamos sobre um filme que vimos. A pessoa a quem nos dirigimos, quem deveria conversar sobre o que lhe dizemos, recorre imediatamente a outro filme que ela viu ou diz não gostar de cinema. Fazemos isso e assim nem conversamos sobre o filme assistido por quem narra o fato, nem o visto por quem o ouve. Perdemos a capacidade de prestar atenção no que foi dito. A capacidade de escutar está em extinção. Se usarmos outro exemplo perceberemos o fenômeno de modo ainda mais claro: quando alguém fala de seus problemas, o outro, aquele que deveria ouvir, sempre comparece com seus exemplos interrompendo a atenção necessária à exposição do primeiro, quando não chega a dizer “não quero ouvir, pois isso não me acrescentará nada”, como se conversar – o que fazemos de mais humano - fosse uma troca mercantil de lucros e ganhos. Ou ainda, interrompe com um “eu sei” prepotente, inviabilizando toda descoberta. Em outras palavras, nos tornamos – em graus variados - incomunicáveis. Em tempos de comunicação de massas, numa sociedade estimulada pela mídia que nem sempre cumpre com seu papel de comunicar, esta se tornou uma questão essencial.
O que teremos a nos dizer no futuro?
Walter Benjamin dizia que a incapacidade de narrar experiências comunicáveis resulta das experiências negativas que sofremos. Um soldado que vai a guerra é o seu exemplo, mas podemos usar nossos mais próximos: aquele que vive na rua sem lar, o que vive na miséria material qualquer que seja, aquele que se sente só num asilo, num orfanato, num hospital. Que criança será capaz de sobreviver em sua intimidade se nenhuma linguagem será capaz de expressar o sofrimento que ela viveu na pele perambulando pelas faróis e, do outro lado, não havendo ninguém que possa ouvi-la? Que poderá ela nos dizer se chegar a ser adulta? Não temos o que dizer aos descendentes de escravos, aos aviltados históricos deste país?
O que temos nós, de fato, a dizer e a ouvir desta esta criança nas ruas? Elie Wiesel, autor de A Noite, quando criança assistiu à morte por enforcamento de um menino num campo de concentração. A condenação fora a condenação do futuro e de toda a humanidade. Mas ainda podemos corrigir os erros. Melhor começar conversando direito, descobrindo o que temos a dizer e ouvir.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

UM NOVO OLHAR PARA A VIDA

Vivemos um momento de transição e isso não é novidade para ninguém. Mas o que muitas pessoas não sabem é que a partir do século XVIII, com o evento do mecanicismo, passamos a nos tratar de maneira compartimentada, ou seja, dividimos a nós mesmos e ao mundo à nossa volta em partes diferenciadas, esquecendo-nos do todo.

Essa é a grande diferença entre nós, ocidentais e orientais. Desde o final da década de 50, depois da Segunda Guerra Mundial, estamos vivendo momentos de convulsão em alguns de nossos valores. Algumas pessoas são rápidas, mas outras são mais lentas para perceber o desequilíbrio que causamos a nós e à nossa sociedade, atingindo diretamente nossos hábitos e destruindo nossa saúde.

A não ser que comecemos a nos enxergar como parte de um mar de energia que vivemos, a não ser que voltemos a nos perceber como parte fundamental de uma teia imensa formada por um Universo pulsante, nossa saúde física, mental, emocional e espiritual nunca mais voltará a ser a mesma. O desequilíbrio é evidente em todos nós, os problemas psíquicos aumentam gradativamente, as doenças físicas e mentais tomam conta de nosso dia a dia, e o que é pior, muitos de nós têm se acostumado com elas achando que isso faz parte de um processo irreversível.

Não. Toda mudança, criada por nós ou não, está em nossas mãos. Lentamente precisamos desenvolver um novo olhar em relação à vida e a todos nós. Vivemos em um mar de energia e todos podemos partilhar da melhor energia existente neste Universo. Mas muita coisa deve mudar antes disso, principalmente dentro de nós. Nossos corações estão endurecidos pelo excesso de trabalho e necessidade cada vez maior de ganhos e consumo. Uma forma que arranjamos para suportar o vazio criado pelo desequilíbrio cada vez maior e mais evidente.

Você já parou para pensar que existem maneiras mais equilibradas de viver o nosso dia-a-dia? Já parou para perceber como você se apega a questões absolutamente sem valor e transitórias em seu dia a dia? Como provoca situações desagradáveis, mesmo às pessoas que ama? O que você tem feito por você e pelo ambiente que você vive? Sua casa, seus familiares, seus amigos? Já parou para olhar para seu corpo, sua alimentação, para a manutenção de sua saúde física e espiritual? E suas emoções, há quantas anda?

Que tal começar a pensar em uma nova forma de viver? Que tal pensar em criar novos hábitos diários e começar a construir um novo olhar, enxergando-se como parte absolutamente necessária neste imenso mar de energia que vivemos e chamamos de Universo? Existe um mar de informações, de possibilidades, de imensidão de felicidade e abundância neste Universo.

E temos direito a tudo o que for necessário à nossa felicidade pelo simples fato de fazermos parte Dele. Pare para pensar no que realmente faz você feliz e vá em busca de seu caminho, seu próprio caminho, seu Dharma, a sua Verdade.

Eunice Ferrari.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

EDUCAÇÃO E VIDA

sábado, 13 de março de 2010

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

UM NOVO OLHAR PARA A EDUCAÇÃO - EE.29 DE NOVEMBRO

Olá!!!! Você está convidado a vir tomar um cafezinho e fazer uma visitinha ao blog: Um Novo Olhar para a Educação da Escola Estadual 29 de Novembro.
Um Novo Olhar para a Educação - EE. 29 de Novembro
Aguardo sua visita,
Abraços

Pensar é uma habilidade natural ao ser humano?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

EDUCAÇÃO PARA A VIDA

Educação para a Vida
Raquel Ferreira de Souza
Os educandos de hoje são diferentes dos d’antes, então como se comportar frente as mudanças do mundo atual? Eis que surge um educador contemporâneo com a visão voltada para o novo.
O momento sócio-econômico do país grita por pessoas mais bem preparadas para a vida. Mais do que um clichê, a expressão “educação para a vida” é a educação do "ser", com direito a todas as suas especificidades e individualidades. O professor tem que ser preparadoe há que se ter uma mudança de olhares vinda desde a escola, passando pelos educadores, alunos, sociedade e voltando, em um movimento cíclico, à escola, como reflexo de um trabalho conjunto.
Eis aqui a pergunta inicialmente apresentada por Augusto Cury: “qual é a escola dos seus sonhos?” O que temos sonhado para o espaço educativo? O que podemos fazer pelo mesmo? O mais complexo nisso tudo é quanto a permitir que nossos alunos sofram futuramente pelo despreparo para a vida, advindo do nosso não envolvimento.
Tudo que temos visto é o remediar os problemas educacionais, por uma questão de falta de planejamento da gestão escolar, dos educadores, da família, do governo. Fazemos várias vezes o que não foi bem feito na primeira vez e aprovamos os nossos alunos por conveniência, transferindo os problemas de aprendizagem desses para o professor do próximo ano/série. Na verdade, só adiamos o problema, não o resolvemos.
Já dizia Cora Coralina: “ estudei na escola da vida, em que o tempo era o professor”.Isso é fato, mas também é fato que podemos preparar o aluno para as situações diversas de que ele dará conta no decorrer de sua vida. Nós sempre seremos lembrados com apreço por contribuirmos para a construção e o desenvolvimento de sujeitos de razão, de emoção, de humanidade, de direitos, de deveres, outros.
Para sermos profissionais excelentes é necessário que sejamos felizes naquilo que desenvolvemos. Temos o poder de agir de forma libertadora ou de forma traumatizante e aprisionadora. A educação consiste na busca de desafios, que devem ser aceitos com seriedade sim, mas com toda felicidade possível. Não podemos julgar nossos alunos os esteriotipando como se fossem mercadorias a serem rotuladas; a percepção da essência demanda convívio e tempo.
Quando o problema é do aluno, vemos além daquilo que pode ser visto se o problema fosse nosso, ou seja, para cobrarmos respeito, dedicação, ética, atitude, desenvoltura, etc., do aluno, temos que agir da mesma forma. Não podemos cobrar do aluno aquilo que não somos. “Educador tem que ser educado”
O aprendizado, o conhecimento e os valores se apresentam como um interruptor de luz que de repente é encontrado e traz quietude. Quando trabalhamos apenas com uma metodologia cognitiva, reduzimos nossos alunos a cópias. A necessidade contemporânea é o trabalho metacognitivo, ou seja, a visualização daquilo que se aprende no universo do aluno. O homem é um ser de razão, de questionamentos, deve saber o porquê do aprender. “Nossas aulas têm que emocionar, tocar a alma, e quando menos se espera, as palavras tomam conta de nós”( CHALITA) . O cuidado com o aluno é fundamental, pois o ser humano tem o poder de mudar tudo, se para melhor ou pior depende apenas de nós.
O professor tem que ser entusiasmado, pois um profissional entusiasmado e feliz constrói indivíduos também felizes e motivados. Daí, surge uma pergunta que não deve calar: pelo quê temos acordado todos os dias? Quais são as motivações que nos têm levado às salas de aula?
Certa vez, Adélia Prado disse que se pudesse pedir alguma coisa a Deus, não pediria pão de queijo; pediria fome, porque sem fome, não adiantaria ter em mãos o pão de queijo. Na educação, tem que ter fome de conhecimento, fome de ensino, fome de mudança.
Publicado em: julho 09, 2008

domingo, 17 de janeiro de 2010

EDUCAÇÃO E VIDA