quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

EDUCAÇÃO PARA A VIDA

Educação para a Vida
Raquel Ferreira de Souza
Os educandos de hoje são diferentes dos d’antes, então como se comportar frente as mudanças do mundo atual? Eis que surge um educador contemporâneo com a visão voltada para o novo.
O momento sócio-econômico do país grita por pessoas mais bem preparadas para a vida. Mais do que um clichê, a expressão “educação para a vida” é a educação do "ser", com direito a todas as suas especificidades e individualidades. O professor tem que ser preparadoe há que se ter uma mudança de olhares vinda desde a escola, passando pelos educadores, alunos, sociedade e voltando, em um movimento cíclico, à escola, como reflexo de um trabalho conjunto.
Eis aqui a pergunta inicialmente apresentada por Augusto Cury: “qual é a escola dos seus sonhos?” O que temos sonhado para o espaço educativo? O que podemos fazer pelo mesmo? O mais complexo nisso tudo é quanto a permitir que nossos alunos sofram futuramente pelo despreparo para a vida, advindo do nosso não envolvimento.
Tudo que temos visto é o remediar os problemas educacionais, por uma questão de falta de planejamento da gestão escolar, dos educadores, da família, do governo. Fazemos várias vezes o que não foi bem feito na primeira vez e aprovamos os nossos alunos por conveniência, transferindo os problemas de aprendizagem desses para o professor do próximo ano/série. Na verdade, só adiamos o problema, não o resolvemos.
Já dizia Cora Coralina: “ estudei na escola da vida, em que o tempo era o professor”.Isso é fato, mas também é fato que podemos preparar o aluno para as situações diversas de que ele dará conta no decorrer de sua vida. Nós sempre seremos lembrados com apreço por contribuirmos para a construção e o desenvolvimento de sujeitos de razão, de emoção, de humanidade, de direitos, de deveres, outros.
Para sermos profissionais excelentes é necessário que sejamos felizes naquilo que desenvolvemos. Temos o poder de agir de forma libertadora ou de forma traumatizante e aprisionadora. A educação consiste na busca de desafios, que devem ser aceitos com seriedade sim, mas com toda felicidade possível. Não podemos julgar nossos alunos os esteriotipando como se fossem mercadorias a serem rotuladas; a percepção da essência demanda convívio e tempo.
Quando o problema é do aluno, vemos além daquilo que pode ser visto se o problema fosse nosso, ou seja, para cobrarmos respeito, dedicação, ética, atitude, desenvoltura, etc., do aluno, temos que agir da mesma forma. Não podemos cobrar do aluno aquilo que não somos. “Educador tem que ser educado”
O aprendizado, o conhecimento e os valores se apresentam como um interruptor de luz que de repente é encontrado e traz quietude. Quando trabalhamos apenas com uma metodologia cognitiva, reduzimos nossos alunos a cópias. A necessidade contemporânea é o trabalho metacognitivo, ou seja, a visualização daquilo que se aprende no universo do aluno. O homem é um ser de razão, de questionamentos, deve saber o porquê do aprender. “Nossas aulas têm que emocionar, tocar a alma, e quando menos se espera, as palavras tomam conta de nós”( CHALITA) . O cuidado com o aluno é fundamental, pois o ser humano tem o poder de mudar tudo, se para melhor ou pior depende apenas de nós.
O professor tem que ser entusiasmado, pois um profissional entusiasmado e feliz constrói indivíduos também felizes e motivados. Daí, surge uma pergunta que não deve calar: pelo quê temos acordado todos os dias? Quais são as motivações que nos têm levado às salas de aula?
Certa vez, Adélia Prado disse que se pudesse pedir alguma coisa a Deus, não pediria pão de queijo; pediria fome, porque sem fome, não adiantaria ter em mãos o pão de queijo. Na educação, tem que ter fome de conhecimento, fome de ensino, fome de mudança.
Publicado em: julho 09, 2008

domingo, 17 de janeiro de 2010

EDUCAÇÃO E VIDA

sábado, 17 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

AO MESTRE, COM CARINHO



Mestre,


É aquele que caminha com o tempo,

propondo paz, fazendo comunhão,

despertando sabedoria.



Mestre é aquele que estende a mão,

inicia o diálogo e encaminha

para a aventura da vida.



Não é o que ensina fórmulas, regras,

raciocínios, mas o que questiona

e desperta para a realidade.



Não é aquele que dá de seu saber,

mas aquele que faz germinar

o saber do discípulo.



Mestre é você, meu professor amigo

que me comprende, me estimula,

me comunica e me enriquece com

sua presença, seu saber e sua ternura.



Eu serei sempre um seu discípulo

na escola da vida.



Obrigado, professor!

sábado, 3 de outubro de 2009

NÃO NASCEMOS PRONTOS - MÁRIO SÉRGIO CORTELLA

PARTE01


PARTE 02


PARTE 03



PARTE 04

domingo, 27 de setembro de 2009

RESPONDA: METODOLOGIA OU TECNOLOGIA

sábado, 26 de setembro de 2009

PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO





PROFESSOR – UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO
Por verônica Dutenkefer (20/06/2009)

Esse texto que escrevo precisamente agora é mais um desabafo.Desabafo de uma profissional que está lecionando há mais de 22 anos e que não sabe se sobreviverá por mais dez anos, que é o tempo que ainda precisarei trabalhar (por mais que ame muito o que faz).Trago comigo muitas perguntas que não querem calar. E talvez a mais inquietante é: O que será necessário acontecer para se fazer uma reforma educacional neste país????


Constantemente ouço ou leio reportagens com as autoridades educacionais proclamarem a má formação de seus professores. Culpando as universidades, a falta de cursos de formação e culpando-nos evidentemente.
Se a educação neste país não vai bem só existe um culpado: o professor.

E aí vem meus questionamentos:

Como um professor de escola pública pode fazer o seu trabalho se ele precisa ficar constantemente parando sua aula para separar a briga entre os alunos, socorrer seu aluno que foi ferido por outro aluno, planejar várias aulas para se trabalhar os bons hábitos na tentativa vã de se formar cidadãos mais conscientes e de melhor caráter?

Nos cursos de formação nos é passado constantemente a recusa de um programa tradicional e conteudista, mas nossas avaliações de desempenho das escolas, nossos vestibulares e concursos públicos ainda são tradicionais e nos cobra o conteúdo de cada disciplina.


Como pode num país.....num estado...num município haver regras tão diferentes entre a rede particular e pública?

Na rede particular as escolas continuam conteudistas, há a seriação com reprovação, a escola pode suspender ou até mesmo expulsar um aluno que não esteja respeitando as regras daquela instituição.
A rede pública vive mudando o enfoque pedagógico (de acordo com o partido que ganhou as eleições), é cobrado cada vez menos do aluno, não se pode fazer absolutamente nada com um aluno indisciplinado que até mesmo coloca em risco a segurança de outros alunos e funcionários daquela instituição. Dia a dia...minuto a minuto... os professores são alvos de agressões verbais e até mesmo física pelos alunos. A cada dia somos submetidos a níveis de stress insuportáveis para um ser humano.

Temos que dar conta do conteúdo a ser ensinado + sermos responsáveis pela segurança física de nossos alunos + sermos médicos + enfermeiros + psicólogos + assistentes sociais + dentistas + psiquiatras + mãe + pai ......

E quando ameaçados de morte e recorremos a uma delegacia pra fazer um boletim de ocorrência ouvimos: “Isto não vai adiantar nada!” Meus bons alunos presenciam o mal aluno fazendo tudo o que não pode ser feito e não acontecendo nada com ele. É o exemplo da impunidade desde a infância.
Meus bons alunos presenciam que o aluno que não fez absolutamente nada durante o ano, passou de ano como ele, que se esforçou e foi responsável.

Houve um ano que eu tinha um aluno que era muito bom. E ele começou a faltar muito e ir mal na escola. Os colegas diziam que ele ficava empinando pipa ao invés de ir pra escola. Um dia, tive uma conversa com ele, e perguntei o que estava acontecendo? E ele me disse: “Prá que eu vou vir prá escola se eu vou passar de ano mesmo assim?”

Então eu procurei aconselhar (como faço com meus alunos até hoje) que ele devia freqüentar a escola, não para tirar notas boas nas provas ou passar de ano. Ele deveria vir a escola para aumentar seu conhecimento que é o único bem que ninguém poderá roubar.Que a escola iria ajudá-lo a aprender e trocar conhecimentos com os outros e ajudá-lo a dar uma melhor formação na vida..

Depois dessa conversa ele não faltou mais tanto...mas nunca mais voltou a ser o excelente aluno que era.
Qual a motivação de ser bom aluno hoje em dia? Seus ídolos são jogadores de futebol que não falam o português corretamente e que não hesitam em agredir seus colegas jogadores e até mesmo os árbitros. Ensinando que não é necessário haver respeito as autoridades e aos outros.


Ou são dançarinas que mostram seu corpo rebolando na televisão e pousando nuas para ganhar dinheiro.
Para quê eu me matar de estudar se há tantas profissões que não são valorizados e nem respeitadas???
Conheci (e ainda conheço e convivo) ao longo de minha carreira na escola pública, inúmeros profissionais maravilhosos. Pessoas que amam a sua profissão, que se preocupam com seus alunos, que fazem trabalhos excepcionais. Que possuem um conhecimento e formação excelentes, mas que estão desgastados e quase arrasados diante da atual situação educacional. Li a poucos dias num artigo que os cursos de filosofia, matemática, química, biologia e outros todos ligados a área de magistério não estão tendo procura nas universidades.


Lógico!!!!!Quem é que quer ser professor????????? Quem é que quer entrar numa carreira que está sendo extinta, não só pela total desvalorização e respeito, mas também pela falta de segurança que estamos enfrentando nas escolas.


Fiquei indignada com uma reportagem na TV (que aliás adora fazer reportagens sensacionalistas colocando o professor sempre como vilão da história) em que relatava que numa escola um aluno ameaçava os outros com um revólver e num determinado momento o repórter perguntou:”Onde estava o professor que não viu isso??!!”

E agora eu pergunto: “O que se espera de um professor (ou de qualquer ser humano), que se faça com uma arma apontada pra você ou pra outro ser humano??? Ah...já sei...o professor deveria enfrentar as balas do revólver!!!! Claro!!! As universidades e os cursos de aperfeiçoamento de professores não estão nos ensinando isso..

Vocês tem conhecimento de como os professores de nosso país estão adoecendo????
Vocês sabem o que é enfrentar o stress que a violência moral e física tem nos submetido dia a dia?
Você sabe o que é ouvir de um pai frases assim:
“Meu filho mentiu, mas ele é apenas uma criança!”
“Eu não sei mais o que fazer com o meu filho!”
“Você está passando muita lição para meu filho, e ele é apenas uma criança!”
“Ele agrediu o coleguinha, mas não foi ele quem começou.”
“Meu filho destruiu a escola, mas não fez isso sozinho!”
Classes super lotadas, falta de material pedagógico, espaço físico destruído, violência, desperdício de merenda, desperdício de material escolar que eles recebem e, muitas vezes, não valorizam (afinal eles não precisam fazer absolutamente nada para merecê-los), brigas por causa do “Leve-leite” (o aluno não pode faltar muito, não por que isso prejudica sua aprendizagem, mas porque senão ele não leva o leite.)
Regras educacionais dissonantes de acordo com a classe social dos alunos.
Impunidade.
Mas a educação não vai bem, por causa do professor..
Encerro esse desabafo com essa pergunta que li a poucos dias:
Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

José Saramago no Jornal da Globo - Parte 2 de 2

José Saramago no Jornal da Globo - Parte 2 de 2

Descrição : Saramago também foi o primeiro - e, até agora, único - escritor da língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998.


José Saramago no Jornal da Globo - Parte 1 de 2

José Saramago no Jornal da Globo - Parte 1 de 2

Descrição : José Saramago, o maior escritor da língua portuguesa ainda vivo, há 14 anos vive num auto-imposto isolamento num arquipélago diante da costa da África -- de onde lança sua voz crítica a sociedades, governos e governantes.


Fonte: http://www.filosofia.com.br/tv_show.php?id=158